Vírus Zika (atualizado a 16-10-2019)

Alerta 25/ 2019 - Virus Zika em Hyères (Var, França)

A 9 de Outubro de 2019, a Agência Regional de Saúde de Provence-Alpes-Côte d'Azur emitiu um comunicado a confirmar o 1o caso autóctone de vírus Zika em Hyères (Var, França) detectado este ano no país. Naquela zona, em 2019, não foram reportados casos importados de zika.

O caso não tem história de viagens prévias ou evidência de transmissão sexual. Os sintomas iniciaram-se a 29 de julho, com início de rash a 15 de agosto.

Estão em curso as investigações para determinar a origem do caso e impedir a propagação da doença. Foram também implementadas medidas de resposta que incluem o controlo de vectores e o reforço da vigilância epidemiológica para identificação de mais casos.

De acordo com os mapas de distribuição do ECDC/EFSA, o mosquito Aedes aegypti (principal vetor do vírus Zika) não está estabelecido em França. Contudo, o vírus também pode ser transmitido por outras espécies, tais como Aedes albopictus, que existe na região.

O  ECDC tem prevista a publicação de um RRA.

Face a esta situação pensamos adequado para a prevenção do risco de transmissão de infecção por vírus Zika através da transfusão:

  • Suspender  por um prazo de 28 dias, 4 semanas,  após a total recuperação, os candidatos à dádiva de sangue com o diagnóstico  de infecção por vírus Zika.
  • Suspender por um prazo de 28 dias, 4 semanas, após total recuperação, os candidatos á dádiva de sangue com sintomas sugestivos de  infecção por vírus Zika , que tenham surgido no período de 2 semanas após o regresso de uma área com transmissão ativa de infecção por vírus ZIKA (acima referidas).
  • Suspender pelo prazo de 28 dias, quatro semanas, após o último contacto sexual , os candidatos à dádiva de sangue , que tenham tido contacto sexual com um homem  a quem tenha sido diagnosticada infecção por vírus Zika,  ou que tenha viajado ou residido numa área com transmissão activa de infecção por vírus Zika  durante os 6 meses anteriores  ao contacto sexual.
  • Suspender por um prazo de 28 dias  os candidatos à dádiva de sangue que tenham permanecido pelo menos uma noite nas regiões afectadas.

 Solicitamos a vossa maior atenção a esta situação e solicitamos a divulgação da presente informação a todos os profissionais com responsabilidades na selecção e avaliação de dadores de sangue.

 Mais informação em:

https://www.paca.ars.sante.fr/surveillance-epidemiologique-de-la-dengue-du-chikungunya-et-du-zika

https://www.who.int/emergencies/diseases/zika/en/

 

Alerta 5/2019 - Vírus Zika - actualização de guidelines da OMS relativas á transmissão sexual do vírus. Publicação de Rapid Risk Assessment pelo ECDC - Medidas para a prevenção da transmissão através da transfusão

De acordo com o ECDC em 2016, após o pico da epidemia, verificou-se  um declínio  no número de casos de infecção por este agente  na maioria  dos países das Américas e das Caraíbas, com aparente interrupção da transmissão em várias ilhas desde 2017 e início de 2018.

Na Ásia, a vigilância epidemiológica sugere uma ampla distribuição geográfica do Vírus.

A informação sobre a circulação do Vírus em África permanece limitada.

Em Fevereiro de 2019, a OMS actualizou as guidelines relativas à transmissão sexual do Vírus, indicando que o período infeccioso é menor do que inicialmente estimado. A duração recomendada para o uso de preservativo ou a abstinência de relações sexuais para prevenir a transmissão sexual de um parceiro infectado foi reduzida de seis para três meses,  no caso de homens, e dois meses, no caso de  mulheres. Para reduzir o risco de transmissão sexual de um parceiro infectado para uma mulher grávida, mantêm-se a recomendação de uso de preservativo ou abstinência de relações sexuais durante toda a gravidez.

 A 09/04/2019, o ECDC publicou um Rapid Risk Assessment  sobre a evolução do Vírus Zika desde 2016, atrás citado e que que junto anexamos, em que se considera que:

  • O risco associado a viagens depende principalmente do risco de transmissão vectorial no destino, embora se tenha de considerar a transmissão sexual como factor possível.

O risco de infecção pode ser elevado durante as epidemias, mas espera-se que circulação contínua do vírus seja menor em áreas onde  esta circulação  é considerada endémica, pelo que o risco de exposição é  considerado baixo a médio;

  • A maioria das regiões ultramarinas da UE onde o vector Aedes aegyti está presente reportaram transmissão autóctone no passado. Nas áreas onde a transmissão foi interrompida, a reintrodução do vírus pode ocorrer, mas a probabilidade de grandes surtos é considerada baixa devido à imunidade de grupo da população. Nas áreas sem circulação prévia, mas onde estão presentes vectores potencialmente competentes ( ex. Madeira e Mayotte – Aedes aegyti; Reunião – Aedes albopictus), o risco de transmissão local, caso o vírus seja reintroduzido é considerado  baixo.
  • Em certas áreas continentais da EU/EEE , há dois vectores cuja competência para o vírus foi demonstrada em estudos laboratoriais, Aedes albopictus e Aedes japonicus (apesar desta competência ser menor do que a do mosquito Aedes aegypti). A probabilidade de transmissão vectorial é portanto baixa durante a primavera mas durante o Verão e Outono é possível, caso o vírus seja introduzido por um viajante.
  • Os dados, embora limitados, indicam que há risco de transmissão do Vírus Zika através do Substâncias de Origem Humana, principalmente por transfusão de sangue. A alta proporção de casos assintomáticos, a ocorrência documentada de dádivas de sangue RNA positivas para o Vírus Zika e os casos prováveis ​​ de transmissão através da transfusão  indicam que dádivas de sangue positivas, doadas por dadores infecciosos  e assintomáticos, podem entrar nos stocks de sangue e componentes sanguíneos e podem ser transfundidas a um receptor. No entanto, o baixo número de casos de transmissão através da transfusão, todos sem consequências clínicas para os receptores, impossibilita uma avaliação de risco mais precisa. Casos de síndrome de Guillain-Barré  associados ao Víus Zika  e relacionados/associados ao dador não foram relatados e a probabilidade de exposição materna e fetal a produtos sanguíneos é presumivelmente muito baixa.
  • Assim, no documento anexo  o ECDC  preconiza  as seguintes medidas para prevenir a transmissão do vírus Zika através da transfusão

 

 

Áreas sem transmissão activa

Áreas com transmissão activa

Sangue e componentes sanguíneos

Suspensão temporária de dadores por um prazo de 28 dias.

  • Dos candidatos á dádiva de sangue assintomáticos que tenham permanecido pelo menos uma noite numa área com transmissão activa
  • Após total recuperação, dos candidatos á dádiva de sangue com o diagnóstico de infecção por vírus Zika
  • Depois de contacto sexual com um homem diagnosticado com infecção por vírus Zika  nos três meses anteriores ao contacto sexual ou contacto sexual com uma mulher diagnosticada com vírus Zika nas oito semanas anteriores ao contacto sexual

Ou rastreio das dádivas de sangue para RNA do vírus Zika por TAN, se disponível ou

Inactivação patogénica de plasma e plaquetas por método comprovadamente eficaz

 

Rastreio de todas as dádivas de sangue por RNA Zika TAN

 

OU interrupção temporária da colheita de sangue, neste caso o fornecimento de sangue e componentes sanguíneos deve ser assegurado pelas áreas sem transmissão activa do país.

 

 

Ou inactivação patogénica de plasma e plaquetas por método comprovadamente eficaz

Plasma para fraccionamento

Não é essencial excluir dadores de sangue que tenham regressado de áreas com transmissão activa da dádiva de plasma para fraccionamento. Também não é essencial o rastreio analítico de plasma  destinado ao fraccionamento doado em áreas afectadas pela infecção Zika.

Não é essencial excluir dadores de sangue que tenham regressado de áreas afectadas da dádiva de plasma para fraccionamento. Também não é essencial o rastreio analítico de plasma para

fraccionamento doado em áreas afectadas pela infecção Zika.

 

A consulta de áreas com transmissão activa de vírus Zika pode ser consultada no aplicativo do IPST Risco Geográfico e no documento do ECDC anexo.

Solicitamos a vossa maior atenção a esta informação e a sua divulgação a todos os profissionais com responsabilidades na selecção e avaliação de dadores de sangue.

 

Alerta 25/2018 - Surto de infecção pelo Vírus Zika na índia - Medidas para a prevenção da transmissão através da transfusão

Vimos por este meio, divulgar informação recebida através do  Sistema RONDA da Direcção Geral da Saúde  relativa  a surto de infecção por vírus Zika em Jaipur, Estado de Rajasthan, na Índia.

A 21 de Setembro de 2018, o Ministério da Saúde da Índia reportou um caso confirmado de infecção por vírus Zika numa mulher de 78 anos em Jaipur, Estado de Rajasthan na índia. De acordo com a OMS até 2 de Novembro foram identificados 157 casos , incluindo 63 mulheres grávidas. Todos os casos foram confirmados laboratorialmente por RT-PCR.

Até á data não foram reportados casos de microcefalia ou síndrome congénita do vírus Zika.

Para a OMS, estas evidências sugerem a transmissão contínua do Vírus Zika no estado de Rajasthan, na Índia, podendo surgir novos casos no futuro. É conhecida a circulação do vírus na região do Sudeste Asiático, pelo que o surto agora identificado não altera a avaliação de risco global.

Face a esta situação  aplicam-se  a potenciais dadores de sangue que tenham viajado, residido ou permanecido na Índia as medidas preconizadas no Alerta 31 /2016.

Solicitamos a vossa maior atenção a esta situação e solicitamos a divulgação da presente informação a todos os profissionais com responsabilidades na selecção e avaliação de dadores de sangue.

 

Suspenso Alerta 9/2017 - Medidas preventivas para a transmissão do vírus Zika através da transfusão

Vimos por este meio divulgar informação recebida através do Sistema Ronda, da Direcção Geral da Saúde  relativa a actualização da informação relativa a  casos de infecção por vírus Zika reportados na Índia.

A 15 de Maio de 2017, pela primeira vez foram reportados 3 casos de doença por vírus Zika no distrito Ahmedabad, na índia. Os casos foram confirmados laboratorialmente e identificados no âmbito do programa de vigilância pré-natal e de doença febril aguda. (o 1º em Novembro, 2016, o 2º em Janeiro 2017 e o 3º em Fevereiro)

Apesar destes serem os primeiros casos de Zika na índia, já era conhecida a circulação do Vírus no Sudeste Asiático, pelo que não se alterou a avaliação de risco global.

Face a esta situação  aplicam-se  a potenciais dadores de sangue que tenham viajado, residido ou permanecido na Índia as medidas preconizadas no Alerta 31 /2016.

Solicitamos a vossa maior atenção a esta situação e solicitamos a divulgação da presente informação a todos os profissionais com responsabilidades na selecção e avaliação de dadores de sangue.

 

Alerta 1/2017 - Informação relativa Infecção por vírus Zika em Angola

Segundo o ECDC, Communicable Disease Threats report de 14 de Janeiro, é referida uma alteração do estatuto de Angola para país com transmissão esporádica de vírus Zika nos últimos 3 meses. Segundo a OMS, um cidadão francês  que regressou de Angola apresentava sintomatologia compatível por infecção por vírus Zika.

A OMS refere que a vacinação contra a Febre Amarela e a seropositividade para outros flavivírus impedem o diagnóstico conclusivo de infecção por vírus Zika, devido à possibilidade de reacção cruzada. Encontra-se em curso uma investigação para determinar se existe transmissão do vírus em Angola.

O Ministério da Saúde da República de Angola informa, via Nota de Imprensa do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, 7 de Janeiro, a notificação de 2 casos de infecção por vírus Zika.

Face a esta situação mantêm-se em vigor as medidas preventivas preconizadas para a transmissão da infecção por Vírus Zika através da transfusão  constantes do Plano de Prevenção para o Vírus Zika que junto anexamos.  De acordo com este Plano o período de suspensão dos viajantes que regressam de uma área afectada por Vírus Zika, se a área for já afectada por uma outra doença transmitida por vector, nomeadamente malária, como é o caso de Angola, deve ser ajustado para o período de suspensão mais longo, período de suspensão para a malária.

Mantêm-se em vigor o Alerta 31/2016 (19/09/2016)  e  o Alerta 35/2016 (07/12/2016).

Suspendem-se os Alertas 1,2, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 18, 19, 20, 25, 26 e 27/2016 por informação mais actualizada dos Alertas acima referidos.

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